Secretário de Saúde destaca resultado do trabalho feito no combate à Covid-19 em Campo Verde




Secretário de Saúde destaca resultado do trabalho feito no combate à Covid-19 em Campo Verde

A busca por atendimento logo no início dos sintomas contribui com a cura da doença

O número de pacientes recuperados da Covid-19 em Campo Verde, que nesta quarta-feira (12) chegou a 1.023 num universo de 1.103 casos confirmados, tem mostrado que as iniciativas adotadas pela Administração Municipal, como as medidas restritivas e o distanciamento social, aliadas às ações da Secretaria Municipal de Saúde, como o tratamento precoce dos infectados, estão apresentando bons resultados.

De acordo com o secretário de Saúde do Município, Altair Timóteo de Araújo, os casos suspeitos foram tratados de imediato como Covid mesmo antes do resultado dos exames serem divulgados e todos os pacientes foram testados dentro dos prazos determinados pelos protocolos médicos para garantir um resultado mais preciso na recuperação.

Araújo destacou também como fator importante no alcance da cura da Covid-19, a conduta dos médicos, que têm liberdade para atuarem de acordo com o quadro clínico do paciente. “A Secretaria de Saúde abriu para os profissionais médicos do município para que trabalhem um protocolo e definam quais medicamentos são ideais para serem utilizados nos casos suspeitas ou em casos confirmados de Covid”, explicou.

Porém, Araújo destacou que não existe ainda um tratamento específico para a doença e que não há um remédio comprovadamente eficaz no combate ao novo coronavírus. “Os medicamentos que todos estão utilizando são aqueles que tratam dos efeitos da doença, mas não que tratam o próprio vírus”, ressaltou.

Medidas como o toque de recolher a partir das 22h00 tem ajudado no combate ao novo coronavírus

Segundo ele, essa é uma dúvida da população, que, muitas vezes, tem se automedicado de forma errada, o que acaba contribuindo para outros problemas de saúde provocados pelos efeitos colaterais dos medicamentos utilizados.

“Tem casos de intoxicação por ivermectina, intoxicação por uso de cloroquina. Às vezes, o paciente, com medo, acha que isso vai resolver o problema e vai evitar que ele contraia o coronavírus. Muito pelo contrário”, alertou.

Conforme lembrou Araújo, existem pacientes que, mesmo tendo tomado a ivermectina, contraiu o coronavírus, o que comprova sua ineficácia na prevenção da doença. E por não terem informado ao profissional médico que os atenderam que já haviam feito uso do medicamento, foram tratados novamente com o remédio, o que resultou em uma hepatite medicamentosa.

“A população precisa continuar tendo cuidado com o uso do medicamento, que deve ser usado com responsabilidade. Tem que ser usado para tratar a doença e não para causar um mal maior”, alertou. “O próprio Covid já traz um mal muito grande para a saúde de todos que a contraem”, frisou. “E não adianta tomar um medicamento achando que está resolvendo o problema por conta própria, com uma automedicação – que é errado – e deixar o acompanhamento médico”, completou.

Conforme destacou o secretário, a rede pública de saúde de Campo Verde está estruturada para atender a demanda provocada pela Covid-19. Segundo ele, são mais de 30 médicos para atender a população na Atenção Básica (UBS), na Unidade Sentinela Covid-19, no Hospital Municipal Coração de Jesus – que funciona 24 horas por dia de segunda à segunda, e na Unidade Sentinela, que atende de segunda à sábado das 7h00 às 19h00, além do atendimento noturno na UBS Referência Central, que vai das 19h00 às 22h00.

Para os casos onde há a evolução da doença e que necessitam de internamento, o Município conta com 9 enfermarias exclusivas para a Covid-19 e uma Unidade de Terapia Intensiva com 10 leitos, também para atendimento exclusivo aos infectados pelo novo coronavírus.

E mesmo apesar de toda estrutura médica e do contingente de profissionais à disposição, algumas pessoas ainda insistem em buscar atendimento tardiamente. “Nós perdemos alguns pacientes com comorbidades, com idade avançada, que tiveram essa resistência de ir procurar a Unidade [de Saúde]. Às vezes com a resistência de não acreditar na doença, às vezes por achar que resolveria de forma fácil e rápida, ou por achar que seria uma outra gripe simples e comum”, lamentou.

O secretário lembrou que a Covid é traiçoeira, age no ponto mais fraco de cada paciente e é letal em qualquer faixa etária. “Isso todos nós já conhecemos. A população já tem essa ciência. Então não dá para brincar com a doença. Ela tem de ser tratada de forma séria, com profissional responsável. Ela tem de ter um respaldo técnico, não adianta a pessoa querer fazer medicina caseira com a Covid que não tem funcionado”, disse.

De acordo com o Boletim Informativo divulgado pela Secretaria de Saúde de Campo Verde, o município tinha até quarta-feira (12), há no município 62 casos ativos. Seis pacientes estão internados em enfermaria e 10 em Unidade de Terapia Intensiva.

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