Ministério da Saúde aprova utilização de prédio da UPA para outros fins ligados à saúde




O Ministério da Saúde comunicou à Secretaria Municipal de Saúde na última quinta-feira (28), que o pedido para que o prédio da Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas feito pela Administração Municipal de Campo Verde foi aprovado e o espaço poderá ser utilizado para outros fins relacionados à saúde.

De acordo com o secretário Altair Timóteo de Araújo, o local será readequado para a implantação do Complexo de Atendimento Especializado e Diagnóstico, onde funcionarão o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), o Laboratório Municipal, o Centro de Especialidades Médicas (CEM) e a Agência Transfusional.

Conforme destacou o secretário, a readequação do prédio da UPA não comprometerá o atendimento de urgência e emergência ofertado à população, serviço que já realizado no Hospital Municipal Coração de Jesus com um custo mensal superior a R$ 1,1 milhão.

Ele também ressaltou que a criação do Complexo de Atendimento Especializado e Diagnóstico vai representar economia com aluguel do CEM e o Laboratório Municipal, despesa que hoje é de R$ 11,1 mil mensal.

Araújo enfatizou que o Ministério da Saúde realizou auditoria dos valores repassados ao Município para a construção do prédio da UPA e constatou os recursos foram aplicados de acordo com os termos do convênio firmado entre a Prefeitura e o órgão.

Ele também lembrou que a não utilização do espaço como UPA teve como um dos fatores a falta de repasses por parte do Governo Federal para a manutenção da Unidade, que ficaria a cargo apenas da Administração Municipal.

“É muito importante frisar que em todo o tempo a Secretaria de Saúde, junto com o prefeito Fábio, nós buscamos sim, abrir a UPA. A dificuldade nossa foi muito em relação ao custeio, da contrapartida do Governo Federal”, disse ele.

Araújo explicou que quando se coloca uma UPA em funcionamento cumprindo o que foi pactuado entre os Governos Federal e Municipal, a Unidade necessariamente tem que atender pacientes de cidades vizinhas. “Isso geraria também um custo maior para nós, não recebendo aporte do Governo Federal”, frisou.

A previsão, de acordo com o secretário, é que o Complexo de Atendimento Especializado e Diagnóstico comece a funcionar em dois meses, tempo necessário para a readequação do prédio.

Porém, Araújo lembrou que, devido à pandemia do novo coronavírus, o prédio da UPA está preparado com enfermaria para receber pacientes com Covid-19 e que, caso seja necessário, as readequações serão suspensas.  “Esse espaço físico será muito bem aproveitado e muito bem utilizado pela população campo-verdense”, afirmou.

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