Saúde realiza panfletagem no “Dia Mundial de Valorização da Vida”




Ação levou orientação à população sobre prevenção do suicídio

Funcionários da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria de Assistência Social de Campo Verde, auxiliados por estudantes do curso técnico em enfermagem, fizeram na manhã de hoje (10) a distribuição de panfletos sobre a prevenção ao suicídio. A ação, realizada na Avenida Brasil, fez parte das comemorações do “Dia Mundial de Valorização da Vida”.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, em todo o mundo, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio. No Brasil, isso acontece a cada 45 minutos. E a prevenção é a única maneira de reduzir o número de casos.

Psicólogo do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Secretaria Municipal de Saúde, Orivaldo Sales explicou que ações como a realizada na manhã de hoje em Campo Verde estão acontecendo em todo o mundo voltadas à prevenção do suicídio.

Além da distribuição dos panfletos, profissionais da área de saúde mental também levaram orientação às pessoas. “Nós temos psicólogos que estão aqui a disposição para atender aqueles que já apresentaram alguma demanda, algum pensamento negativo ou sintomas depressivos. O momento é de unir forças e vir pra rua para falar pra população, para ter esse contato e ajudar no esclarecimento”, disse ele.

Durante a panfletagem foram realizados também uma série de exames

Segundo ele, todas as Unidades de Saúde da Família de Campo Verde estão preparadas e contam com profissionais capacitados para acolher pacientes que apresente sintomas de depressão, ansiedade, tendências suicidas ou outros tipos de transtornos mentais.

Após ser feita a avaliação, a equipe define se o paciente pode ser tratado na própria UBS ou não. “Se for caso grave e persistente [como] pensamento suicida, planejamento suicida, sintomas psicóticos – pacientes que ouvem vozes e vêm vultos – esses são o perfil de CPAS. Então o médico ou a enfermeira podem fazer o encaminhamento para o CAPS”, explicou.

No CAPS, conforme informou Sales, são realizadas diversas atividades terapêuticas que incluem palestras, artesanato, trabalho com hortaliças e outros. “Tudo isso ajuda os pacientes a se sentirem ‘um pouquinho pai e mãe’ de alguma coisa”, disse. “Porque uma das características da doença mental é a sensação de que [o paciente] não é importante ´pra’ ninguém, que não é mais útil, que não consegue ajudar. E o trabalho da saúde mental é exatamente no caminho inverso”, completou.

O psicólogo também frisou que a participação da família e, principalmente a atenção aos sintomas que podem indicar tendências suicidas, é fundamental. Segundo ele, é a família quem vai perceber primeiro se houve mudança de comportamento por parte do paciente.

E alguns dos sinais, de acordo com Sales, é a pessoa se fechar, manter-se calada, se isolar ou até mesmo se autoflagelar, atitude que, de acordo com ele, tem sido adotada pelos jovens, que muitas vezes são influenciados por fatores externos, como o “desafio da baleia azul”. “A família tem que estar atenta, tem que estar concentrada. Uma coisa muito importante é ouvir sem julgar”, alertou.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados. E no Brasil, o Centro de Valorização da Vida é uma ferramenta que tem contribuído para isso. Através do telefone 188, a pessoa que necessita de ajuda é ouvida e aconselhada por profissionais 24 horas por dia.

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