Plano de Contingência das arboviroses começa a ser desenhado




Há décadas o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue e, mais recentemente, da zyka e da chikungunya, tem levado milhares de pessoas aos hospitais e, em muitos casos, à morte. O combate a esse pequeno, mas temível inimigo, passa pela conscientização da população e também pela capacitação e treinamento dos profissionais envolvidos no combate ao inseto, além de investimentos do Poder Público.

Para reduzir os índices de infestação do Aedes e os registros de casos de doenças transmitidas por ele, o Escritório Regional de Rondonópolis está realizando encontros e ministrando oficinas para a construção do Plano Municipal de Contingência das Arboviroses (dengue, zyka e chikungunya).

Hoje (12) e amanhã (13), o trabalho será desenvolvido com servidores das Vigilâncias Ambiental, Sanitária e Epidemiológica de Campo Verde e Agentes de Combate à Endemias de Dom Aquino, Jaciara, Juscimeira e São Pedro da Cipa, no plenarinho da Câmara de Vereadores de Campo Verde.

“Esta é a primeira vez que fazemos a construção de um plano de contingência de acordo com a realidade dos municípios”, frisou Maria Aurélia Esser Velosso, do Escritório Regional da Secretaria Estadual de Saúde de Rondonópolis.

De acordo com o prefeito Fábio Schroeter, que participou da abertura dos trabalhos na tarde de hoje, “o problema que vai ser abordado é da mais alta importância para todos e é por isso que se necessita fazer um plano para que a gente possa ser efetivo em nossas ações”, disse ele.

Tanto Maria Aurélia quanto o secretário municipal de Saúde de Campo Verde, Altair Timóteo de Araújo, comentaram que este ano já era esperado um aumento no número de casos de dengue, zyka e chikungunya nos municípios da região. Em alguns deles foram registrados óbitos.

Para que casos assim não continuem sendo registrados, é preciso o engajamento do Poder Público e da população. É preciso um plano de ação efetivo e que envolva a todos. “Essas doenças são 100% evitáveis e 100% tratáveis”, observou Maria Aurélia. “E mesmo assim ainda se registra óbito. Perder um paciente chega ser inaceitável”, completou.

Em Campo Verde, de acordo com Araújo, a situação está controlada, com o índice de infestação do mosquito batendo em 1,68% e 98% dos imóveis vistoriados pelos Agentes de Combate a Endemias. “Estamos em estado de alerta, mas não perdemos o controle”, observou o secretário. “O que é muito bom”, destacou Maria Aurélia Esser Velosso.

Os índices registrados no Município, ressaltou Araújo, foram alcançados devido os investimentos feitos pela Administração Municipal. “Nós criamos uma Verba Indenizatória para os ACE´s no valor de R$ 200 por mês para que eles possam fazer as visitas aos imóveis nos finais de semana ou após o expediente”, informou.

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