Em Campo Verde, ações da Vigilância Ambiental reduzem índice do Aedes aegypti


Enquanto o mínimo de infestação preconizado pelo Ministério da Saúde é de 1%, em Campo Verde a incidência do mosquito transmissor da dengue e de outras doeças está em 0,1%

Ao longo dos últimos anos a Vigilância Ambiental de Campo Verde tem conseguido excelentes resultados no controle do Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, a zika e a chikungunia.

De acordo com a coordenadora do órgão, Carla Vargas, em março desse ano o índice de infestação era de 3,5%. Em setembro, graças às ações executadas pela VA, o índice foi de apenas 0,1%, quando o mínimo preconizado pelo Ministério da Saúde é de 1%. Em Mato Grosso, Campo Verde é um dos municípios com o menor índice de infestação do Aedes aegypti.

O trabalho que resultou nessa redução, explicou Carla Vargas, consiste basicamente na limpeza dos terrenos baldios, no recolhimento de entulhos e nas vistorias dos imóveis comerciais, residenciais ou industriais.

“Desde o início de maio estamos com uma equipe específica para a limpeza da cidade”, informou. “Essa mesma equipe é responsável pela limpeza dos terrenos. Isso está colaborando muito para essa diminuição”, destacou Carla Vargas.

A limpeza dos lotes urbanos é feita com base no Decreto Municipal 023/2016, criado através da Lei Complementar 054/2015 e Lei Complementar 018/2009. Carla explicou que os donos são notificados para fazerem a limpeza dos terrenos num prazo de cinco dias. Se a notificação não for cumprida, a Vigilância Ambiental faz o trabalho e cobra por isso.

Entre agosto e outubro, 44 lotes foram limpos pela Vigilância Ambiental. Pela realização do serviço é cobrado R$ 2,31 por metro quadrado mais multa de R$ 631,95. Os valores são calculados de acordo com a Unidade Padrão Fiscal de Campo Verde e com a Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso.

Carla Vargas também apontou o acesso aos imóveis como um dos fatores preponderantes para a redução dos índices de infestação. Segundo ela, dos 22 mil imóveis existentes em Campo Verde, em apenas 804 os ACE´s não conseguiram entrar. As palestras realizadas nas escolas onde são desenvolvidos projetos de conscientização sobre os riscos trazidos pelo Aedes, segundo Carla, também têm contribuído para o controle do mosquito. (Valmir Faria – Supervisor de Comunicação/ASCOMCV)

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