Prefeitura de Campo Verde elimina plantas “guaxas” em beira de rodovias




A Prefeitura de Campo Verde, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agrícola e Meio Ambiente, está desenvolvendo um trabalho de erradicação da soja e do algodão “guaxos”, nascidos à beira das principais rodovias que cortam o município.

Essas plantas, por não serem cultivadas, acabam servindo como hospedeiros naturais para fungos e outras doenças. Uma das mais temidas é a ferrugem asiática, que tem tirado o sono dos produtores nas últimas safras.

A soja e o algodão “guaxos” nascem grãos e caroços que caem das carrocerias dos caminhões que fazem do transporte da produção desde à fazenda até as empresas de armazenamento ou portos. Na última semana, um vídeo divulgado em uma rede social fez acender o sinal de alerta no Município.

Imediatamente, o prefeito Fábio Schroeter determinou que a SEDAM fizesse a erradicação e a queima das plantas. O trabalho foi feito nos trechos urbanos das rodovias BR-070, MT-344 e MT-140. Também foram erradicadas toda a soja e o algodão “guaxos” encontrados em um trecho de 10 quilômetros dessas rodovias a partir da área urbana e no Distrito Industrial.

Na manhã desta segunda-feira (21), durante uma reunião entre o prefeito Fábio Schroeter, o vice Milton Garbugio, o representante do Instituto Mato-grossense do Algodão, Renato Tachinardi, o secretário de Desenvolvimento Agrícola e Meio Ambiente, Gessy Matheus Ventura, e os representantes do Grupo Bom Futuro, Cid Ricardo dos Reis e Olimar Antônio Gottems, ficou definido que Município, sempre que for alertado, fará a eliminação das plantas “guaxas”. “Vamos colocar essa prática na nossa rotina de trabalho”, informou o prefeito.

Campo Verde é um dos poucos municípios de Mato Grosso a se preocupar com o problema provocado pelas plantas “guaxas”. Mas para que o trabalho possa apresentar resultados positivos, o prefeito Fábio Schroeter alertou que é necessário o engajamento das empresas que atuam ligadas ao setor produtivo, como as revendas de sementes e insumos, as empresas armazenadoras de grãos, as algodoeiras e as transportadoras. (Valmir Faria – Supervisor de Comunicação/ASCOMC)