Especialista destaca saneamento básico de Campo Verde




IMG_6629Professor aposentado da Universidade Federal de Mato Grosso, o engenheiro civil com mestrado em Saneamento, Rubens Mauro Palma de Moura destacou a qualidade do saneamento básico em Campo Verde, apesar de alguns problemas pontuais que ainda são registrados no município.

Moura é um dos consultores que estão atuando na elaboração do Plano de Saneamento Básico de Campo Verde e de outros 100 municípios de Mato Grosso com até 50 mil habitantes. Até agora ele visitou 60 cidades e, numa escala de zero a dez, avaliou em 8 a estrutura de saneamento do município. “Em relação a outros que visitei isso aqui é o céu”, disse.

Um dos destaques apontados por Moura foi a universalização do serviço de abastecimento de água – que atende 100% das residências – a drenagem das águas pluviais, a coleta seletiva e a implantação do sistema de coleta e tratamento de esgoto, que já cobre 30% da área urbana.

Os pontos fracos mais significativos elencados por ele foram o lixão a céu aberto e o alto índice de perdas no sistema de distribuição de água, que supera 50%. Situações apontadas como sendo de extrema urgência para serem solucionadas.

O lixão a céu aberto será desativado com a conclusão do aterro sanitário, que está com 90% das obras prontas e com quase todos os equipamentos comprados. “Nossa expectativa é coloca-lo em funcionamento até o final desse ano. Para isso vamos depender das licenças da Secretaria Estadual de Meio Ambiente”, informou o prefeito Fábio Schroeter.

As perdas no sistema de distribuição de água devem ser solucionadas pela empresa concessionaria dos serviços.

Plano Municipal de Saneamento – Mauro Rubens esteve em Campo Verde para participar de uma audiência pública, realizada na última terça-feira (14) no Plenarinho da Câmara de Vereadores, onde foi discutido o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB).

Durante a audiência foram apresentados o diagnóstico do saneamento básico em Campo Verde, feito pela equipe da UFMT e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Agrícola e Meio Ambiente, e o plano de mobilização social, que prevê a participação da comunidade na definição das ações que devem ser implantadas de forma imediata e emergencial e as que podem ser solucionadas num prazo que vai de 3 a 20 anos. (Valmir Faria – Supervisor de Comunicação/ASCOMCV)