Escola de aviação em Campo Verde deve funcionar em um mês




1Pela primeira vez desde que foi construída, a pista do Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães, em Campo Verde, recebeu hoje (04) o pouso de um avião a jato, modelo citation. E com a aeronave vieram boas notícias. De acordo com os empresários Edmir Gonçalves e Josué Andrade (foto), sócios da EJ Escola da Aviação Civil, maior empresa do gênero na América Latina, com sede em Itápolis (SP), dentro de 30, no máximo 40 dias, a filial da empresa em Campo Verde entra em funcionamento.

Segundo eles, as obras no hangar onde a escola funcionará estão sendo finalizadas e três aviões que serão utilizados para as aulas práticas devem chegar nos próximos dias. A escola terá duas salas para aulas teóricas e alojamento para 16 alunos. Em Campo Verde, de acordo com Gonçalves, será formada inicialmente uma turma com 20 a 30 alunos mensais para treinamento. A previsão, segundo ele, é aumentar esse número. “À medida que você é conhecido, alunos virão para cá, porque nós entendemos ser aqui um centro, uma posição estratégica em que nós imaginamos atingir aqui o Mato Grosso”, disse.

O empresário é bastante otimista com relação ao número de alunos. “Olha, nós esperamos formar pelo menos uns 300 pilotos por ano aqui em Campo Verde. É a nossa estimativa”, informou. “É lógico que no primeiro ano você tem uma quantidade menor, mas à medida que ela vai se solidificando como escola, vai se apresentando aos municípios vizinhos de Campo Verde, com certeza esse número tende a aumentar”, observou.

A escola de formação de pilotos está no mercado há 16 anos e nesse período já formou mais de 6 mil profissionais. “A EJ Escola de Aviação Civil surgiu através da experiência que nós tínhamos no Aeroclube de Itápolis, que é a cidade em que nós moramos”, conta Josué de Andrade. “Então aí, com a experiência que nós tínhamos de aeroclube, mais a aviação comercial, nós então abrimos a EJ Escola de Aviação para formar pilotos profissionais”, completou.

Gonçalves informou que entre os alunos formados pela EJ Escola de Aviação Civil, muitos trabalham em grandes empresas aéreas. “Tem muita gente voando em companhias nacionais e internacionais”, informou.

Ex-sócios de uma empresa de aviação agrícola em Campo Verde, os empresários escolheram a cidade por sua localização. “Quando nós desfizemos a sociedade, e como nosso ramo é a formação de pilotos, nós resolvemos abrir a escola aqui em Campo Verde porque já era um lugar que nós sempre quisemos chegar por ser no meio do país, uma região carente na formação de pilotos. Então achamos Campo Verde um excelente local”, explicou o empresário.

Como a empresa já dispõe de parte da estrutura necessária para o funcionamento, o investimento inicial, de acordo com Edmir Gonçalves, será de aproximadamente R$ 300 mil. “No decorrer do ano vai chegar nos R$ 700 mil com a aquisição de novos aviões que virão para cá”, revelou. “Assim que obtivermos autorização de funcionamento da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a ideia é trazer mais dois aviões com o fim de treinamento agrícola e, posteriormente, até bimotor”, completou.

De acordo com Gonçalves, além da localização considerada estratégica, o incentivo e o entusiasmo do prefeito Fábio Schroeter pesou para que eles confirmassem a instalação da escola no município. “Nós só viemos para cá justamente pelo apoio do prefeito Fábio”, frisou. “Tivemos uma reunião no começo do ano, outra na sequência, e ele nos estimulou a vir. E isso nos dá segurança e conforto porque a manutenção de uma pista é um tanto quanto complicada. E a Prefeitura, que é dona e proprietária da pista se encarregará de fazer toda a infraestrutura que a gente precisa. Então nós temos assim, muita segurança no prefeito e é um dos motivos da gente ter vindo.

A pista do Aeroporto Luiz Eduardo Magalhães ainda não é pavimentada. Gonçalves acredita que com a criação da escola de aviação, tantos os governos federal quanto o estadual poderão se sensibilizar e investir na pavimentação da pista. “Considerando também que nós temos aqui uma posição estratégica em relação a Cuiabá, e, dependendo do investimento do governo do estado ou do federal, ele pode fazer aqui uma grande pista que seria alternativa para os aviões que pousam em Cuiabá se por ventura (o aeroporto de) Cuiabá fechar, ou alguma coisa assim”, disse. (Valmir Faria – Supervisor de Comunicação/ASCOMCV)

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