Projeto Balde Cheio é apresentado a produtores de Campo Verde




IMG_5371-1Campo Verde, ao longo dos dois últimos anos, vem registrando crescimento vertiginoso na pecuária leiteira. De acordo com a Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Agrícola (SEDAM), no município são produzidos diariamente 20 mil litros de leite.

E esse número pode aumentar ainda mais com a implantação do Projeto Balde Cheio, desenvolvido pelo SEBRAE em parceria coma Prefeitura Municipal. Na manhã de hoje, o Projeto foi apresentado aos pequenos produtores do Assentamento Dom Ozório.

O gestor do Projeto, Aureliano Pinheiro, lembrou que o Balde Cheio Foi implantado em Campo Verde em 2010, porém, não apresentou os resultados esperados devido à falta de apoio do Município e do comprometimento dos técnicos contratados pela Prefeitura para oferecer assistências aos produtores.

Essa situação, de acordo com o secretário de Agricultura, Desenvolvimento Agrícola e Meio Ambiente, Pedro Cambará, não deverá se repetir. “Tenho certeza que nessa Administração o SEBRAE vai ter todo o apoio necessário”, afirmou.

Produtor no Dom Ozório, Ademilson Teodoro Machado acredita que a implantação do Projeto Balde Cheio vai proporcionar um aumento significativo na produção de leite do assentamento. “Vai ser um avanço muito grande para nós que somos pequenos produtores. A gente pretende tirar aí uma faixa de 800 litros de leite por dia e hoje estamos com um média de 250, 300 litros. Então isso vai ser muito bom para todos dentro do assentamento”, disse.

Machado explora a pecuária leiteira em uma propriedade de 11 hectares, e, segundo ele, o manejo a nutrição dos animais são os seus maiores problemas. Com a assistência que será oferecida através do Programa Balde Cheio, ele acredita que isso será resolvido. “Vamos ter um grande acompanhamento com técnicos e isso vai ser muito bom para nós”, afirmou.

Aureliano Pinheiro, explicou que o objetivo do Projeto, que tem duração de quatro anos, é desenvolver a cadeia produtiva do leite. Segundo ele, para aderir ao Balde Cheio, não são necessários investimentos na compra de animais ou em instalações.

“A gente trabalha etapas. São quatro anos de capacitação técnica e a gente mostra para o pequeno produtor que no primeiro e segundo ano a gente vai usar o recurso que a propriedade oferece”, explicou. “Depois do terceiro e quarto ano, aí sim haverá um investimento maior em genética, ordenha e estrutura com sala de ordenha”, completou.

Pinheiro também explicou que não existe um número mínimo de animais para que o produtor possa iniciar o Projeto em sua propriedade. “A gente fala que no Balde Cheio não tem números, e a gente também não quer saber qual que é a vaca e qual que é o capim, nós olhamos pessoas, produtores que querem uma mudança. E essa mudança passa pelo conhecimento e esse conhecimento é que vai levá-lo a tomar a decisão do andar da atividade na sua propriedade”, completou.

O gestor do Projeto lembrou que a produção de leite é de grande importância para a pequena propriedade por proporcionar renda freqüente, diferente de outras atividades em que o ganho é anual. “O leite hoje em Campo Verde, que a gente enxerga como um grande potencial, porque aqui nós temos insumos, nós temos logística e comercialização. Temos duas grandes indústrias na região que estão operando com capacidade ociosa. A gente enxerga o leite hoje como uma grande oportunidade de renda”, destacou.

Para o secretário de Desenvolvimento Agrícola e Meio Ambiente Pedro Cambará, o Projeto Balde Cheio, representa um “divisor de águas” na pecuária leiteira de Campo Verde e explicou por que a Prefeitura está apoiando sua implantação no município. “O prefeito Fábio determinou que se trouxesse sempre melhorias para a agricultura familiar com o objetivo dar melhor condições de vida e segurar essas pessoas no campo”, disse ele. “E fomos atrás do SEBRAE para fazer essa parceria porque esse Projeto é fundamental para a agricultura familiar”, completou.  (Valmir Faria – Supervisor de Comunicação)

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