Em 3 anos, 70% da área urbana de Campo Verde será servida por rede de esgoto




 

A concessionária Águas de Campo Verde, que detém os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Campo Verde, assinou na tarde de ontem (18) um Termo de Ajustamento de Conduta que determina um prazo de três anos para que sejam implantadas estação de tratamento e rede de esgoto em 70% da área urbana do município.

De acordo com o diretor da empresa Júlio Moreira, as obras devem ser iniciadas já a partir de setembro. “Nosso objetivo é começar a recuperação de uma rede existente aqui no município para que a gente possa colocar essa rede em operação até 2014 e a construção da estação de tratamento também em 2014”, informou Moreira.

O executivo informou que os investimentos que serão feitos na realização das obras, incluindo aí, a rede e a estação de tratamento, alcançarão a cifra de R$ 30 milhões. Esse valor, segundo ele, será investido no município ao longo dos próximos três anos.

José Ailton Rodrigues, diretor-executivo da Águas de Campo Verde, adiantou que serão implantados 70 mil metros de novas redes e recuperados 16 mil metros já existentes. Também serão construídas estações elevatórias, interceptores e uma estação de tratamento de esgoto com capacidade para 60 litros por segundo. “Aí você consegue atender a população pelos próximos 5, 10 anos”.

As obras, de acordo com Rodrigues, serão executadas em conjunto. “Vai ocorrer tudo junto. Eu não posso lançar esgoto se a estação de tratamento não estiver pronta. A estação talvez comece um pouquinho depois porque precisa da licença ambiental e o processo de licenciamento ambiental é muito moroso”, explicou.

O prefeito Fábio Schroeter, que também assinou o TAC, considerou o momento como a realização de um sonho da população de Campo Verde. “Principalmente daqueles que lidam no dia a dia com fossa vazando, com fossa desbarrancando, às vezes com esgoto a céu aberto, enfim, uma série de problemas”, observou.

Júlio Moreira resaltou que Campo Verde é um município que conta com uma excelente infraestrutura e com os investimentos que serão feitos pela Águas de Campo Verde, a cidade ficará ainda melhor. “O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) irá subir com a rede de esgoto. É qualidade de vida, é bem estar para a população”.

O promotor público Marcelo dos Santos Alves Corrêa concorda com o diretor da Águas de Campo Verde. Para ele, a instalação da rede de esgoto acarretará um incremento na qualidade de vida da população. “Em termos práticos é a garantia de uma melhora na Saúde Pública, é o fim das fossas vazando pelas calçadas, é o fim da construção de fossas na calçada. É importante que a comunidade entenda isso”, destacou.

O promotor lembrou que o serviço de coleta e tratamento de esgoto terá um custo para a população, que será calculado de acordo com o consumo mensal de água. “Isso faz parte do custo-benefício do esgotamento sanitário”, ressaltou.

Obrigatoriedade – Marcelo Corrêa frisou que todas as residências deverão ser ligadas à rede coletora e que os moradores não poderão optar por manter as fossas. “Não existe essa possibilidade. O esgotamento sanitário é obrigatório para todo cidadão. Se ele não fizer de maneira voluntária, provavelmente terá que fazer de maneira compulsória, com notificações e auto de infrações lavrados pela Prefeitura Municipal”, enfatizou.

O vereador Cícero Alves dos Santos, que acompanhou a assinatura do TAC, realizada no gabinete do prefeito Fábio Schroeter, também destacou a importância do momento. “É uma conquista que a gente sabe que já deveria terá acontecido e acredito que com esse Termo de Ajustamento assinado e com a responsabilidade da empresa em realmente fazer acontecer a estação e a coleta do esgotamento sanitário, nós só temos a ganhar”.

 

Valmir Faria

Supervisor de Comunicação

 

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